CARTA ABERTA AOS ADMINISTRADORES PÚBLICOS

À iminente desmemória: um plano sinérgico para elaborar estratégias a fim de preservar o patrimônio documental de interesse público.

Divulgamos para instituições afins e sociedade em geral Carta com o intuito de despertar a responsabilidade dos administradores públicos em relação aos Arquivos. Leia a Carta no link abaixo. Reflita, discuta, conscientize-se!
CARTA ABERTA AOS ADMINISTRADORES PÚBLICOS

20 de maio de 2008

A ARQVIVE promove o lançamento da Trilha Sonora do documentário “A Capela Positivista de Porto Alegre”

O projeto do documentário “A Capela Positivista de Porto Alegre”, financiado pelo FUMPROARTE, não contemplava inicialmente a realização de uma trilha sonora original, apesar da possibilidade de se encontrar no acervo da Capela alguma partitura de algum compositor que inspirado na filosofia de Auguste Comte, pudesse vir a figurar como novidade. Isto foi possível, graças ao trabalho de pesquisa do diretor musical do documentário, Mauro Amaral, acadêmico de música pela UFRGS e integrante da ong ARQVIVE. Contudo, com o desenvolvimento do projeto ficava claro que uma trilha sonora incidental se fazia necessária, e esta foi uma sugestão do músico, compositor e historiador Claus Farina (também membro da ong ARQVIVE) que se encarregou de criá-la.

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Solicite a obra por correio eletrônico:
- secretaria@arqvive.org

Algumas diferenças entre um depósito de documentos e um Arquivo

DEPÓSITO
Papéis empilhados, muitos com grampos e clipes de metal se acumulam junto a periódicos, revistas, boletins, convites, fotocópias, entre outros.
ARQUIVO
Documentos relevantes que devem ser conservados estão devidamente classificados, ordenados, acondicionados e armazenados.
DEPÓSITO
Poucas pessoas sabem o tipo de informação existente na massa de documentos. Dificuldade de encontra a informação exata no momento oportuno.
ARQUIVO
Documentação inventariada e descrita, com instrumentos de pesquisa que facilitam o acesso à informação e preservam os documentos do excessivo manuseio.
DEPÓSITO
Os documentos chegam, se acumulam e são armazenados de qualquer maneira
ARQUIVO
Há um translado organizado. Os documentos são ordenados, acondicionados e armazenados adequadamente.
DEPÓSITO
Cada pessoa avalia e conserva ou elimina o documento que considera oportuno, utilizando-se unicamente de seu ‘bom senso’.
ARQUIVO
Após estudos e análises chega-se a critérios únicos de conservação e eliminação.
DEPÓSITO
É difícil encontrar e consultar um documento
ARQUIVO
Consulta e acesso de forma ágil e segura.
DEPÓSITO
Todo mundo tem acesso à documentação
ARQUIVO
Acesso apenas às pessoas autorizadas
DEPÓSITO
Não há normas arquivísticas de organização ou conservação
ARQUIVO
Manual de gestão documental e instrumentos diversos

Documentário ‘A Capela Positivista de Porto Alegre’

A primeira exibição pública ocorreu na manhã de sábado, dia 15 de março de 2008, na sede da Capela Positivista de Porto Alegre.
O público de mais de 330 pessoas, pode assistir ao documentário e trocar informações com todos os envolvidos na produção.
- “Tivemos pleno êxito neste projeto. Para o ano que segue deveremos encaminhar a proposta para disponibilizar o documentário nos idiomas: francês, espanhol e inglês” – comenta o coordenador e proponente Yuri Victorino.
As instituições indicadas para receberem a cópia do material, que não retiraram na data, devem entrar em contato através do endereço eletrônico arqvive@arqvive.org.
O documentário ficará disponível para aquisição através do e-mail: arqvive@arqvive.org

A ONG ARQVIVE divulga publicação da Fundación Ciencias de la Documentación

A /Fundación Ciencias de la Documentación/ apresentou no último 4 de fevereiro, na cidade de Plasencia, España, o livro “FIRMAS 2007:
Reflexiones multitemáticas de filósofos de la Información y el Conocimiento”. O livro reúne em suas 376 páginas o esforço coletivo realizado por 40 pensadores de 15 países que refletiram sobre diversos aspectos do universo da informação e do conhecimento, tendo como objetivo comum, o de construir uma cultura informacional igualitária,
democrática e não-discriminatória.
O livro, em versão digital, encontra-se disponível para download gratuito no sítio: http://www.documentalistas.org

Oficina no Arquivo Histórico de Porto Alegre

A Renovação da parceria da ONG com o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho proporcionou a continuidade das oficinas oferecidas pela ARQVIVE.
Documento de Imagem Digital e a Edição não linear inicia o novo ciclo.
O instrutor será o editor Marcos Ortiz profissional da área profissional da televisão. Atualmente trabalha no SBT e na RECORD.
Participe com sugestões ou esclareça suas dúvidas através do correio eletrônico:
educação@arqvive.org |  arqvive@arqvive.org

Colaboração do Arquivo Central do DMAE possibilita leitura em documentação

A parceria entre a Arqvive e o Arquivo Central do DMAE em Porto Alegre, possibilitou a leitura e diagnóstico de documentos registrados em microfilme provenientes da Europa.
Os documentos dizem respeito às famílias da localidade de Cosenza, sul da Itália, que datam do final do sec. XIX e início do sec. XX.
A investigação apontou o avançado grau de decomposição dos microfilmes. Se faz necessária a urgente digitalização das imagens.
Mais uma vítima da síndrome do vinagre.

Foi dada a largada para a BIENAL B

A Ong estava lá. Dia 27 de agosto – Moinhos Shopping, exposição  “abre-alas” com  os artistas: Zupo, Mara Alvarez, Grupo Pelos Muros, Club d´Essai, Fernanda Barroso, Paula Langie, Leonardo Fanzelau, Leonardo Pereira, Rafael Araújo, Cowbees e Kátia Costa.  Participações especiais com  Estranhos Vestíveis – Desfile de Esculturas + Dj Jairo, performance de  Eliane Bruél,  Surdo – Juliano Barcellos;  e coordenação cênica de Agner dos Santos.

ONG aciona Ministério Público Gaúcho

Mais de um milhão de horas de imagens e sons que retratam a memória social, política e cultural gaúcha, entre os quais, documentos únicos e memoráveis, tais como o Acervo de imagens da extinta TV PIRATINI, estão sem as condições mínimas de guarda no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, entidade ligada a Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.
A ONG ARQVIVE vem alertando as autoridades competentes sobre o caso, mas só depois de dois anos é que foram observadas algumas questões. Após depoimento do presidente da ONG Yuri Victorino à Rádio Guaiba, em entrevista especial produzida pelo jornalismo daquela emissora, é que, por exemplo, um diretor veio a tomar posse.
O futuro do patrimônio audiovisual gaúcho está em jogo. Mas parece que este assunto não é de MAIOR interesse dos governantes. Já se passaram muitos anos, este farto vem sendo relatado aos diversos responáveis pela cultura de nosso Estado, que detiveram o poder político na última década.
Boa parte das dezenas de centenas de horas de imagem em movimento retratando a trajetória da sociedade gaúcha poderão desaparecer em razão do armazenamento inadequado, da fragilidade dos suportes. Ou, simplesmente, porque não encontraremos maquinários adequados que façam a leitura dos documentos, tal como acontece hoje em dia com os mais antigos.
Dos suportes fílmicos – que restam poucos exemplares, visto que a TVE (detentora dos direitos dos documentos audiovisuais depositados no Museu) sofreu sinistros no século passado – pouco material que sobrou se decompõe a olhos vistos. A própria fragilidade dos suportes representa um risco à conservação, motivo pelo qual deveríam ser tomadas iniciativas imediatas para que não se perca, em caráter permanente, o que nos sobra.
A síndrome do vinagre, que é a decomposiçao química irreversível que atinge as películas fílmicas, é a principal consequência que este tipo de documentação sofre. Se perde em média 5% do acervo por anos.
Segundo o historiador Pîerre Nora, o patrimonio audivisual é um “local de conservaçao de histórias”. O documento audiovisual é fundamental à inteligibilidade de nossa época.
Já nao é possível escrever a história como antes se escrevia. A história sempre evolui em funçao das fontes disponíveis, e a própria vida em sociedade, na contemporaneidade, se desenrola em produçoes midiáticas que nao podem ser ignoradas pelo historiador.
Mas até quando as autoridades responsáveis serão responsáveis? Até que um novo governo venha asumir e provavelmente dar continuidade a este crime?
É por isso que devemos – todos os cidadãos brasileiros – ficar de olhos bem abertos e cobrar dos responsáveis soluções eficazes e permanentes. Só assim teremos resultados positivos e reais.
Yuri Victorino