A UNESCO define o patrimônio cultural imaterial pelas práticas, representações, expressões, conhecimentos, habilidades, assim como os instrumentos, objetos, artefatos e espaços culturais associados a eles, que as comunidades, grupos e, em alguns casos, os indivíduos, reconhecem como parte de seu patrimônio cultural.
Esse patrimônio cultural imaterial, portanto, transmitido de geração em geração, e constantemente recriado pela comunidade e/ou grupo em resposta às modificações de seu entorno, às interações com a natureza e sua própria história, porporciona o sentido de identidade e em muitos casos constitui a única documentação existente em algumas comunidades.
À tradicional função social dos arquivistas, de preservar as informações registradas frutos da trajetória humana é agregada esse novo papel a desempenhar: a de documentar de forma fidedigna essas manifestações que provém da oralidade e da memória, incluíndo-as perfeitamente no âmbito do patrimônio cultural que será preservado e ofertado às futuras gerações.
>> Veja um trecho do documentário "A Capela Positivista de Porto Alegre", em realização pela Arqvive.