A Arqvive preocupada com a memória e informação atua de maneira responsável, proporcionando soluções acessíveis para todos.
A ONG promove a migração controlada de suporte de uma grande variedade de documentos: fotografias, documentos de texto, discos de vinil, carvão, cassetes, filmes de 8 a 35mm, vídeos, entre muitos outros. Sejam domésticos ou profissionais, migramos para DVD (restaurando-os digitalmente caso necessário) seus documentos com alta qualidade e fidedignidade, além de orientarmos às adequadas formas de acondicionamento e armazenagem dos originais.
Os suportes sobre os quais se inscrevem dados, ou informações, estão sujeitos à mudanças mais ou menos freqüentes, devido aos câmbios tecnológicos. Assim como foram um dia as tablas de argila, depois os rolos de papiro e pergaminho e finalmente o papel, atualmente nos deparamos com os complexos suportes digitais e virtuais.
Tão complexo quanto estes últimos são os suportes dos documentos audiovisuais (em diante, DAV, compreendendo documentos sonoros ou de imagens em movimento e som) que, diferentemente daqueles clássicos ou tradicionais descritos acima, a sua leitura se produz de forma 'indireta', ou seja, dependente de uma interface, de um mecanismo intérprete entre o documento e o homem.
Ao longo do século XX os DAV sofreram diversas transformações em relação aos seus formatos e suportes, sejam fílmicos (químicos, fotossensíveis) das películas de nitrato (de 35mm) utilizadas até a década de 50 ao formato Imax de 70mm de poliéster utilizado hoje em dia; ou os magnéticos (basicamente feitos de material plástico), do vídeo U-matic dos anos 70 ao SVHS, chegando-se ao digital DVD atual, passando pelos formatos Betamax, Betacam, Vídeo 8, disco laser analógico, entre outros, compondo uma lista de suportes e formatos que se tornam obsoletos e caem em desuso em curtos espaços de tempo. Geralmente, não sobrevivem muito mais que três, quatro décadas, acarretando sérios problemas a sua conservação, manutenção, disponibilização, enfim, ao acesso a seus conteúdos.
Atualmente, vivemos a época da 'digitalização' como a resolução de todos os problemas. Evidente que há muitas vantagens nesse processo, principalmente em relação à difusão e reutilização dos DAV, mas o digital é um suporte realmente confiável à preservação permanente, a longo prazo? Existirão em um século aparelhos capazes de ler os documentos digitalizados em nossa época? Ou mesmo os originais produzidos em meio digital?
Não temos essas respostas, mas a história não nos demonstra que é necessário uma certa prudência e cautela quanto ao descarte de suportes em desuso cujo custo de conservação e de transferência de conteúdo é geralmente oneroso? O caro atual não pode ser o exorbitante ou o impossível amanhã? O certo é que a não-permanência dos suportes e dos aparelhos de leitura de determinados formatos colocam em perigo a informação; não podemos promover a migração de dados sem critérios e estudos bem estabelecidos; não podemos abandonar definitivamente os originais, sob o risco de fazer desaparecer aqueles valores inerentes aos DAV.
Solicite informações sobre nossos serviços, escrevendo para arqvive@arqvive.org